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O Homem Novo II

Uma cortina que se abre Do outro lado da rua Do outro lado do Mundo Na rua nua, nua... Quem é?... Novo? Velho? Que interessa isso agora?... Estamos todos no mesmo barco... Que anseia por nova aurora! Mas quem é?!... A curiosidade persiste... Novo? Velho? Algo é certo: Alguém que (também) resiste!... Quem é?... Quem somos?... Somos todos um agora!... Na incerteza da caminhada, na densidade pesada destes dias Somos um, e todos, e ninguém À mercê do Universo, dele refém!... Mas à beira da glória! Uma glória que nunca tivémos Que nunca conhecemos E na qual habitaremos... Seres maiores, Marcados, renascidos Para sempre reerguidos!!

A Primavera a chegar...

  Apesar de hoje ser já o " 7 º dia" de primavera, encontra-se esta, como tal, ainda no seu desabrochar, por isso ainda será oportuno dizer que... A Primavera a chegar Aos nossos corações  em flor tornados De expetativa, De alegria renovada, Como céus pintados Céus que se abrem Na madrugada vindoura No Equinócio que arriva Na manhã Despertadora  Os pássaros expandem-se nas abóbadas celestiais As flores abrem-se  Em mil cores (já!) estivais! É tempo de renascer! É tempo de renovar! Sorrir, amar Aproveitar tudo  Para abraçar! A estrela encima Os nossos sonhos mais loucos É a Primavera a chegar Aos poucos, aos poucos...

Poemas de uma Amiga

Há pessoas que nos entram pela vida adentro como um feixe de luz, delicado mas intenso, generoso e surpreendente!... Surpreendente por tão mal habituados estarmos a não mais almejar do que o poucochinho de tanta gente, que quando uma pérola se destaca na lama, e ainda por cima vem toda contente a rebolar até nós só para nos dar coisas boas, por muito acalentados que fiquemos, o estado de "atónitos" é incontornável também!! Assim se passou, assim me senti, com a entrada na minha vida da Marisa, uma menina doce e sonhadora, generosa até mais não poder ser, muito reconhecida e amiga. E que ainda cumula tudo isto com um dom: o da escrita! Que, por outras palavras (e cá estamos nas 'escritas' de novo!...), é a capacidade et é rea de transpor emoções em palavras, mas com aquele 'toque', oriundo diretamente do mundo da magia, que distingue as "valências" (expressão tão adorada nas escolas hoje em dia), dos "dons"!!... Ah, as palavras, sua...

Luar

                          Toma-me ó noite em teus jardins suspensos Em teus pátios de luar e de silêncio Em teus adros de vento e de vazio.     Noite Bagdad debruçada no teu rio País dos brilhos e do esquecimento Com teu rumor de cedros e teu lento Círculo azul do tempo.     Sophia de Mello Breyner

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto tão perto tão real que o meu corpo se transfigura e toca o seu próprio elemento num corpo que já não é seu num rio que desapareceu onde um  braço teu me procura   Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco   Mário Cesariny 1957