Descendo...
Descendo a Rua Garrett acontecem coisas e usufruem-se sensações, que só descendo-a podem suceder.
Hoje vi um bando de aspirantes a atletas, que ao visto contratados da Nike para lhe prestarem a devida publicidade, se dispuseram em frente à respetiva loja, vestidinhos de parecido, com os típicos ténis da marca ainda mais parecidos entre si.
Saltitavam, fingiam fazer exercício físico, não reparei bem quase de propósito, porque quando se desce a Rua Garrett é um erro determo-nos demasiado num ou noutro aspeto que se nos depara.
O giro é deixarmo-nos levar pelo balanço da descida abandonando os nossos olhos à profusão que por eles adentro entra, deixando os nossos sentidos confundirem-se e a nossa capacidade de surpresa ir sempre ganhando mais umas estrelinhas.
Porque no momento a seguir reparamos numas sandálias lindíssimas e completamente fashion envergadas por uma rapariga, e quando começamos a cobiça-las eis que surge um rosto único, talvez de um estrangeiro, que nos esboça um sorriso -
atenção que isto não acontece MESMO em qualquer rua lisboeta -, e de repente esbarramos num artista que vende quadradinhos coloridos, pintados à mão, para usar como brincos, na senhora vestida de preto que vende óculos de sol e écharpes escondida num vão de escada, presenteando-nos com um "momento feira de Carcavelos", e num indiano a vender... também écharpes!...
Tudo isto embalado com sons musicais que já nem percebemos bem de onde vêm e protegido por 3 igrejas!! Sim, numa só rua existem 3 igrejas, cada uma mais bonita do que a outra.
E ainda não falei d`"A Brasileira", pois não?!...
Safa, Carpe Diem também para ti, Rua Garrett!
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